Entrevista
 
Nas trilhas da educação e infra-estrutura

a
Paulo Caleffi :
Plano Nacional de Logística
ensaia visão planejada na
infra-estrutura

O Serviço Social do Transporte (Sest) já benefi ciou 27,8 milhões e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat) 6,7 milhões entre empresas e transportadores autônomos. Neste ano as entidades completam 14 anos e contam com 140 unidades no Brasil entre os postos de abastecimento das principais rodovias.O presidente da Federação das Empresas de Transporte e Logística do RS (Fetransul) e do Conselho Regional Sest/Senat no RS, Paulo Caleffi , fala ao Carga Total sobre as lacunas da infra-estrutura brasileira e das políticas voltadas à saúde do trabalhador em transporte

Qual sua avaliação diante da infra-estrutura brasileira? Considera efetivas iniciativas como o PAC e o Plano Nacional de Logística?
O País é muito carente de infra-estrutura logística, há falta de planejamento, o que em parte se justifi ca pelas dimensões continentais e carências econômicas. O PAC é uma reação apropriada, já o Plano Nacional de Logística ensaia uma visão planejada na infra-estrutura do Brasil. É uma oportunidade recuperar parte de décadas perdidas. Os principais portos do País precisam ser melhor estruturados e modernizados nas operações. Na infra-estrutura rodoviária precisa-se fazer coisas básicas como asfaltar rodovias que ligam o Norte ao restante do País. Muitos trechos do sul e centro necessitam de redimensionamento.

Como avalia a integração dos modais e seus refl exos no transporte rodoviário de cargas? Quais outras alternativas se vislumbram para agilizar o transporte no Brasil?
Temos poucas experiências bem-sucedidas de operações multimodais. Na Amazônia é bem praticada devido à topografi a. Temos rios navegáveis que se combinam de maneira efi ciente com o modal rodoviário. Mas quando analisadas as relações entre o modal ferroviário e rodoviário, por exemplo, notamos que ainda há um longo caminho a percorrer. A navegação de cabotagem e os modais terrestres não possuem interface adequada. O Brasil tem muito a fazer para ser competitivo em transporte multimodal. Isto depende de políticas públicas que estimulem a existência de empresas multimodais, através de regimes tributários diferenciados. Depende também de ações governamentais que impulsionem os modais menos
estruturados, como de navegação interior e ferroviário, para que cumpram a função de interligar os modais. Penso que a hegemonia do modal rodoviário se dá mais por falta de alternativas mais competitivas do que propriamente por sua ação mercadológica.

Fale um pouco das ações do Sest/Senat que mesclam educação, saúde e responsabilidade social. Como as empresas podem implementar essas ações e benefi ciar seus públicos?
O Sest gerencia, executa e apóia programas voltados à promoção social nos campos da saúde, lazer e cultura. O Senat promove programas destinados à qualifi cação e ao aprimoramento profi ssional. Na saúde, o Sest/Senat oferece atendimento médico em clínica geral, ginecologia, oftalmologia, ediatria, medicina do trabalho e cardiologia, além de ações de prevenção em odontologia. Também promove campanhas educativas de saúde oral, câncer de mama, DST/AIDS e diabetes. Participa, ainda, de programas como Brasil Acessível, Inclusão Digital, Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, Qualidade de Vida na Melhor Idade, Valorização da Mulher, entre outros. E na educação, há projetos de qualifi cação com aulas presenciais e pela internet. Para saber mais basta contatar uma das unidades pelo http://www.sestsenat.org.br

 

 
 
     
 
 
     
 
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